Histórico

A Paróquia Santo André, foi desmembrada da Paróquia Nossa Senhora Imaculada Conceição, fundada em 20 de junho de 1971, tem como padroeiro o Apóstolo André, santo que a Igreja celebra sua memória no dia 30 de novembro, data de seu martírio. No dia 30 de novembro de 2014, Dom Redovino Rizzardo elevou à qualidade de paróquia, nomeando o primeiro pároco, o Padre Otair Nicoletti. A equipe de Coordenação do Conselho Comunitário de Pastoral - CCP está formada pelas seguintes pessoas: Coordenação: Laudelino Vieira, Paulo Crippa; Assuntos Econômicos: José Zanetti, Valter Claudino; Secretaria: Marcus Henrique e Naiara Andrade.

quinta-feira, 29 de março de 2012

LITURGIA: TRÍDUO PASCAL


O Tríduo pascal, mais que um conjunto de celebrações episódicas e desconexas, é uma espécie de celebração contínua e rica, com aspectos múltiplos e diversos, que exprimem o mistério central da vida e da fé cristã: a passagem da morte à vida (a Páscoa).
"A Igreja celebra em cada ano os grandes mistérios da redenção humana desde a Missa vespertina de Quinta-Feira "na ceia do Senhor", até às Vésperas do Domingo da ressurreição" (Carta circular da Congregação para o Culto divino, 1988, sobre "Preparação e celebração das Festas Pascais = PCFP, 38). A celebração deste mistério assim condensada tem um ritmo litúrgico próprio que é assinalado no tempo pelo tríptico da Crucifixão, Sepultura e Ressurreição do Senhor.
2. O ponto culminante do Tríduo é a Eucaristia da Vigília pascal (Cf. PCFP, 90). Muito embora se deva dar relevo justo à Eucaristia de Quinta-Feira santa, importa não transformá-la na Eucaristia mais importante do ano. O dinamismo impresso na liturgia do Tríduo aponta noutro sentido: após a explosão do Gloria, aguarda-se o Gloria da Vigília.
3. O Tríduo inicia-se, por isso, com a Ceia do Senhor, na Véspera da sua Paixão (1º dia do Tríduo). Assim, a Missa de Quinta-Feira Santa que comemora a Ceia do Senhor, deve celebrar-se pelo fim da tarde ou em hora mais conveniente a uma grande participação de fiéis, porventura, mais tardia.
4. As orientações litúrgicas apontam todas para uma estreita relação entre a celebração da Missa da Ceia do Senhor e a Celebração da Paixão: "O Sacrário deve estar completamente vazio ao começar a celebração. Hão-de consagrar-se nesta Missa as hóstias necessárias para a comunhão dos fiéis, e para que o clero e o povo possam comungar no dia seguinte... Para a reserva do Santíssimo... recomenda-se que não se perca de vista a sobriedade e austeridade que correspondem à Liturgia destes dias, evitando ou corrigindo qualquer forma de abuso... Com efeito a capela da reposição é preparada não para representar a "sepultura do Senhor", mas para guardar o pão eucarístico para a comunhão que será distribuída na Sexta-Feira na Paixão do Senhor". (Cf. PCFP, 48, 49, 55). 
A Missa da Ceia do Senhor nem tem bênção, nem despedida. E a Celebração da Paixão, não tem canto de entrada, nem saudação do Presidente. Os ritos iniciais são a procissão em silêncio e a prostração (Cf. PCFP, 65).
5. A Celebração da Paixão do Senhor deve celebrar-se numa hora entre as 12 e as 15 horas. Se motivos pastorais sérios aconselharem outra hora, nunca seja antes do meio-dia, nem depois das 9 da noite (Cf. PCFP, 63). A adoração da Cruz é feita a uma única cruz e de forma pessoal. No caso excepcional de extraordinária concorrência de fiéis que impeça que o rito se desenrole de forma digna e em tempo conveniente, então, poder-se-á propor uma adoração colectiva. Nunca, entretanto, a adoração simultânea de várias cruzes (Cf. PCFP, 69). A celebração conclui com a oração sobre o povo, sem despedida.
6. Neste dia não se celebra a Eucaristia. E a comunhão aos fiéis, com excepção dos doentes ausentes, é distribuída apenas durante a celebração. É proibido, também, celebrar qualquer sacramento, com excepção da Penitência e da Unção dos doentes. No sábado não há Missa, nem comunhão aos doentes, a não ser o viático. É proibida a celebração do Matrimônio e de outros sacramentos, para além do Sacramento da Penitência e da Unção dos doentes (Cf. PCFP, 59, 61, 75).
6. Neste dia não se celebra a Eucaristia. E a comunhão aos fiéis, com excepção dos doentes ausentes, é distribuída apenas durante a celebração. É proibido, também, celebrar qualquer sacramento, com excepção da Penitência e da Unção dos doentes. No sábado não há Missa, nem comunhão aos doentes, a não ser o viático. É proibida a celebração do Matrimônio e de outros sacramentos, para além do Sacramento da Penitência e da Unção dos doentes (Cf. PCFP, 59, 61, 75).
7. O sábado santo (2º dia do Tríduo) é um dia cheio de grande significado. Não é o "sábado de aleluia", mas o sábado do repouso junto do túmulo do Senhor, em que a igreja medita na Paixão, na Morte e na descida à mansão dos mortos do seu Redentor e aguarda, no jejum e na oração, a sua Ressurreição. Para além da reunião da comunidade para a oração, não há qualquer outra celebração, a não ser o carácter do próprio dia (Cf. PCFP, 73).
8. A Vigília (3º dia do Tríduo) é o cume do Tríduo. Realiza-se integralmente de noite, "uma noite de vela em honra do Senhor" (Cf. PCFP, 77). Não faz parte do sábado, nem é, nem pode ser substituída por uma missa vespertina. "Por isso não deve escolher-se uma hora tão cedo que ela comece antes do início da noite, nem tão tardia que termine depois da alba do Domingo. Esta regra é de interpretação estrita. Qualquer abuso ou costume contrário... é de reprovar..." (PCFP, 78). A celebração deve começar, quanto possível, fora da igreja, à volta de uma fogueira. O círio pascal deve ser de cera, novo em cada ano, nunca fictício. A entrada na igreja deve ser apenas iluminada pelo círio que todos seguem (Presidente, ministros e fiéis). A liturgia da Palavra consta de 7 leituras do antigo Testamento e duas do novo. Excepcionalmente, poderá reduzir-se o número das leituras do A.T., nunca abaixo de três e sem omitir a leitura do Êxodo 14. O ponto alto é a celebração da Liturgia Eucarística. Evite-se que seja apressada. 

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