Histórico

A Paróquia Santo André, foi desmembrada da Paróquia Nossa Senhora Imaculada Conceição, fundada em 20 de junho de 1971, tem como padroeiro o Apóstolo André, santo que a Igreja celebra sua memória no dia 30 de novembro, data de seu martírio. No dia 30 de novembro de 2014, Dom Redovino Rizzardo elevou à qualidade de paróquia, nomeando o primeiro pároco, o Padre Otair Nicoletti. A equipe de Coordenação do Conselho Comunitário de Pastoral - CCP está formada pelas seguintes pessoas: Coordenação: Laudelino Vieira, Paulo Crippa; Assuntos Econômicos: José Zanetti, Valter Claudino; Secretaria: Marcus Henrique e Naiara Andrade.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

PRIORIDADES: FUNDAMENTAÇÃO PASTORAL DAS PEQUENAS COMUNIDADES CRISTÃS

a) Muitos dos fiéis batizados não são evangelizados. As crianças que fazem a Primeira Comunhão Eucarística não perseveram, os jovens crismados somem da Igreja. Não podemos continuar sendo Igreja que se limita a distribuir sacramentos, sem a devida evangelização. Daí a razão pastoral dos Grupos de Pequenas Comunidades como um dos meios de evangelização.
b)  Nesses grupos, pequenas células das comunidades e da paróquia, a Igreja vai acontecendo nas ruas, nas casas, nos bairros e condomínios. Não estaremos construindo templos de pedra ou madeira, mas comunidades vivas.
c) Através dos Grupos de Pequenas Comunidades, temos um novo modo de ser Igreja: é a Igreja missionária, que sai às ruas. Sim, a Igreja vai às ruas, às casas. Vai ao encontro do povo, lá onde o povo está. Não podemos permanecer na sacristia, nem na secretaria paroquial. A Igreja tem que estar mais perto do povo. Em vez de ficar reclamando que o povo não vem às missas, às nossas reuniões, etc., nós é que temos de ir ao encontro do povo, ir aonde o povo está. Os verbos ir, sair, partir, caminhar, tão próprios da atividade missionária, são muito usados no livro do Atos para falar da atividade missionária das primeiras comunidades cristãs.
d) Nos Grupos de Pequenas Comunidades, há continuidade da catequese, facilita-se a catequese em família, acontece a catequese de adultos, os ministérios vigoram, o encontro é personalizado, os problemas podem ser resolvidos com diálogo, eficiência e praticidade.
e)  A cultura urbana favorece muito o anonimato e o individualismo. Mas, no fundo do coração, as pessoas querem comunhão. O ser humano moderno não suporta a solidão, nem a massificação, mas almeja a comunhão, o encontro, o diálogo, a comunidade. Os Grupos de Pequenas Comunidades oferecem oportunidade de encontro e associação, amizade e entre-ajuda.
f)  É preciso procurar ver como as pequenas comunidades, que se multiplicam sobretudo na periferia e nas zonas rurais, podem adaptar-se também à pastoral das grandes cidades do nosso continente (Puebla 648).
g)   Nos anos recentes, especialmente em face das grandes paróquias urbanas, caracterizadas por uma baixa prática religiosa e o anonimato dos fiéis, reinvidica-se a transformação da paróquia em comunidades de dimensões humanas, possibilitando relações pessoais fraternas (CNBB, Diretrizes gerais..., 1999-2002, Doc. 61, n.285).
h) Um plano de pastoral orgânico e articulado que se integre a um projeto comum às paróquias, comunidades de vida consagrada, pequenas comunidades, movimentos e instituições que incidem na cidade, e que seu objetivo seja chegar ao conjunto da cidade. Nos casos de grandes cidades nas quais existem várias Dioceses, faz-se necessário um plano inter-diocesano; (Aparecida 278d)

PRIORIDADES: FUNDAMENTAÇÃO ECLESIOLÓGICA DAS PEQUENAS COMUNIDADES CRISTÃS

a) A Igreja é o povo de Deus, que manifesta sua vida de comunhão e serviço evangelizador em diversos níveis e sob diversas formas (Puebla 618).
b) Em torno do bispo e em perfeita comunhão com ele, devem florescer as paróquias e as comunidades cristãs, como células vivas e pujantes da vida eclesial (Documento de Santo Domingo 55).
c) A paróquia, “comunidade de comunidades”, família de Deus, fraternidade animada pelo Espírito de Unidade, é a Igreja que se encontra entre as casas dos seres humanos; é uma rede de comunidades (SD 58).Vivendo e trabalhando inserida na realidade, a paróquia acolhe as angústias e esperanças dos homens e mulheres de hoje (GS 1), anima e orienta a comunhão, a participação e a missão do povo de Deus.
d) A paróquia tem a missão de evangelizar, celebrar a liturgia, realizar a promoção humana, fazer progredir a inculturação da fé nas famílias, nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), nos grupos e movimentos apostólicos e, através deles, em toda a sociedade (SD 58).
e) Nas pequenas comunidades eclesiais temos um meio privilegiado para chegar a Nova Evangelização e para chegar a que os batizados vivam como autênticos discípulos e missionários de Cristo. (Aparecida 307)
f) Elas são um ambiente propício para se escutar a Palavra de Deus, para viver a fraternidade, para animar na oração, para aprofundar processos de formação na fé e para fortalecer o exigente compromisso de ser apóstolos na sociedade de hoje. Elas são lugares de experiência cristã e evangelização que, em meio à situação cultural que nos afeta, secularizada e hostil à Igreja, se fazem muito mais necessários. (Aparecida 308)
g). Se desejamos pequenas comunidades vivas e dinâmicas, é necessário despertar nelas uma espiritualidade sólida, baseada na Palavra de Deus, que as mantenham em plena comunhão de vida e ideais com a Igreja local e, em particular, com a comunidade paroquial. Por outro lado, conforme Há anos estamos propondo na América Latina, a Paróquia chegará a ser “comunidade de comunidades”176. (Aparecida 309)
h) Destacamos que é preciso reanimar os processos de formação de pequenas comunidades no Continente, pois nelas temos uma fonte segura de vocações ao sacerdócio, à vida religiosa e à vida leiga com especial dedicação ao apostolado. Através das pequenas comunidades, poderia-se também conseguir chegar aos afastados, aos indiferentes e aos que alimentam descontentamento ou ressentimento em relação à Igreja. (Aparecida 310)
i)    É preciso renovar as paróquias mediante pequenas comunidades eclesiais, com a formação de leigos e leigas, fazendo planos de conjunto em áreas homogêneas (SD 60).
j)    As CEBs são a expressão do amor preferencial da Igreja pelo povo simples. Nelas se expressa, se valoriza e se purifica a religiosidade popular e se possibilita um compromisso concreto com a transformação do mundo (Puebla 643). Fomentam a adesão a Jesus Cristo, procuram uma vida mais evangélica, questionam as raízes de uma sociedade egoísta, individualista e consumista, e explicitam a vocação para a comunhão e participação. Elas são o sinal da vitalidade da Igreja, instrumento da formação e evangelização, um ponto de partida válido para uma nova sociedade (Redemptoris Missio 51).
k)   Nas pequenas comunidades cresce o relacionamento a participação na Eucaristia, a comunhão com os pastores e um maior compromisso social. Nelas se acentua o compromisso com a família, com o trabalho e a comunidade local. A multiplicação das pequenas comunidades é um fato eclesial relevante, caracteristicamente novo (Puebla 629 e 640). As pequenas comunidades são a esperança da Igreja (EN 58).
l) Como resposta às exigências da evangelização, junto com as comunidades eclesiais de base, existem outras formas válidas de pequenas comunidades, e inclusive redes de comunidades, de movimentos, grupos de vida, de oração e de reflexão da palavra de Deus. Todas as comunidades e grupos eclesiais darão fruto na medida em que a Eucaristia seja o centro de sua vida e a Palavra de Deus seja o farol de seu caminho e sua atuação na única Igreja de Cristo. (Aparecida 180)
m) A Comunhão: Não pode existir vida cristã fora da comunidade; seja nas famílias, nas paróquias, nas comunidades de vida consagrada, nas comunidades de base, outras pequenas comunidades e movimentos. Como os primeiros cristãos, que se reuniam em comunidade, o discípulo participa na vida da Igreja e no encontro com os irmãos, vivendo o amor de Cristo na vida fraterna solidária. Ele também é acompanhado e estimulado pela comunidade e seus pastores para amadurecer na vida do Espírito. (Aparecida 278d)
n)   Evangelizar em comunhão fraterna é condição para o sucesso da missão. Cristo mandou que todos se amassem como ele amou. A fraternidade parte de um Deus-Comunhão e de um Deus que se faz irmão, para que todos sejam um. O testemunho cristão é essencialmente comunitário. Jesus envia seus discípulos “dois a dois” e ele mesmo vive em comunhão com seus Apóstolos. A comunhão fraterna era o ideal das primeiras comunidades cristãs, que queriam ser “um só coração e uma só alma”. Fraternidade que não se expressava apenas nos bens materiais, mas também nos bens espirituais. Caridade fraterna que se deve manifestar entre os próprios evangelizadores, e entre todos os que crêem no Cristo (CNBB, Diretrizes gerais..., 1999-2002, Doc. 61, n.15). Portanto, a vida de fé em grupos, em comunidade, inspira-se no testemunho da Igreja cristã primitiva.
o)   Com estes grupos, a Igreja se apresenta em pleno processo de renovação da vida da paróquia e da diocese, mediante uma catequese que é nova não apenas na sua metodologia e no uso de meios modernos, mas também na apresentação do conteúdo, que é vigorosamente orientado no sentido de introduzir na vida motivações evangélicas em busca do crescimento em Cristo (Puebla  100).
p)   A Igreja no Brasil procura concretizar essa fraternidade no espírito da experiência comunitária, reconstruindo na sua base aquele tecido de pequenas comunidades eclesiais, ligadas, com profundos vínculos de fraternidade, sempre abertas, no meio social em que vivem, à solidariedade com o povo (CNBB, Diretrizes gerais..., 1999-2002, Doc. 61, n.17).
q)   “A grande comunidade eclesial expressa sua vida em comunidades concretas através da comunhão na fé, vivida, celebrada e testemunhada. A nova evangelização busca criar novas comunidades e exige profunda revisão nas estruturas comunitárias” (CNBB, Diretrizes gerais..., 1999-2002, Doc. 61, n.20).
r)    É preciso que, nas Igrejas particulares e especialmente no meio urbano, se reconheça a possibilidade de diversas formas de vida comunitária, integração e associação dos fiéis, sem querer impor um único modelo de comunidade eclesial. No contexto urbano, o fiel é exposto a um número muito grande de solicitações e tem relações com diversos meios profissionais, culturais e residenciais. Nesse contexto, a pastoral não pode ser uniforme ou ligada exclusivamente a um único centro de agregação (CNBB, Diretrizes gerais..., 1999-2002, Doc. 61, n.283).

PRIORIDADES: MISSÃO NO DOCUMENTO DE APARECIDA

Missão no documento de Aparecida

Reflexões a partir do Documento de Aparecida (pe. Luis Mosconi).


1. O evento de Aparecida?

O acontecimento da quinta Conferência Episcopal da América Latina (CELAM) em Aparecida (SP), maio de 2007, foi – e continua sendo - um grande presente de Deus à Igreja latino-americana. O resultado superou as expectativas. Vários fatores contribuíram. Antes de tudo a presença do papa Bento XVI. Ele foi recebido carinhosamente pelo povo, tanto em São Paulo como em Aparecida, e o papa ficou muito sensibilizado. Criou-se assim um clima de confiança recíproca, de abertura que repercutiu positivamente na assembléia. Outro fato positivo foi a local, o santuário de Aparecida. A presença animada no santuário de milhares de fiéis fervorosos, cada dia e de todas as idades, impressionou os participantes da Conferência. A convivência dos bispos com o povo nas celebrações, a tenda dos mártires, a romaria alegre e esperançosa das CEBs, da juventude e da pastoral operária, o clima orante e participativo da assembléia, a preocupação mais pastoral do que doutrinal, permitiram que a ação do Espírito Santo fosse eficaz e surpreendente, para alegria geral.
O documento de Aparecida (DA) é o resultado de todo este grande evento. Nas entrelinhas percebe-se a variedade pastoral dos participantes. Notam-se diferenças, limites, algumas falhas, mas o conjunto é animador, revela um forte desejo de comunhão eclesial e de missão. O documento não é chegada, é ponto de partida, é luz para a caminhada; convida a ser criativos e fecundos, a dar corajosos passos para frente.

2. MISSÃO: palavra chave do Documento de Aparecida (DA)

Ao ler o documento, é bom se perguntar: onde mais bate o coração do texto? Onde está a marca mais significativa? Também as Conferências anteriores tiveram suas marcas registradas. A primeira foi no Rio de Janeiro, em 1955, onde se deram os primeiros passos para uma Igreja latino-americana mais autóctone e unida. A segunda foi em Medellín (1968), onde explodiu forte o grito bíblico de libertação, de opção pelos pobres, de uma Igreja a serviço do Reino. Foi aí que deslanchou a caminhada das CEBs. A terceira foi em Puebla (1979), onde cresceram os apelos à comunhão, à participação co-responsável na Igreja, e à defesa da dignidade humana. A quarta foi em Santo Domingo (1992), onde muito se insistiu sobre a inculturação e o protagonismo dos leigos.
É opinião comum que a palavra chave de Aparecida é MISSÃO. Já o lema da Conferência o diz: "Discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que n' Ele nossos povos tenham vida". O método VER-JULGAR-AGIR atravessa o documento inteiro, mesmo que seja de maneira leve. O VER ocupa os dois primeiros capítulos (I-II). É um ver a realidade, com coração de discípulo missionário. O JULGAR é marcado por três eixos que explicitam a experiência cristã: a) O encontro pessoal com Jesus Cristo que nos torna discípulos missionários, fonte de grande alegria e paz (capítulos III-IV); b) A vivência eclesial, onde todos são acolhidos e valorizados como sujeitos eclesiais (capítulo V); c) O processo formativo permanente. É para gerar convicções fortes e corajosas (capítulo VI). O AGIR que vem em seguida, é missão pra valer, fecunda e permanente; ela atinge de cheio a realidade sócio-econômica, política, cultural, religiosa do Continente (capítulos VII-X).
Missão e missionários marcam o texto inteiro. O documento está organizado em 554 parágrafos. A palavra Missão aparece explicitamente em cerca de 100 parágrafos, as palavras 'discípulos missionários' e 'missionários' aparecem mais de trezentas vezes. Estas palavras iluminam também todos os outros parágrafos do documento. Elas são o paradigma, a referência, o fio condutor do documento.
Vale a pena saborear, meditar, interiorizar essas palavras, não somente de vez em quando, mas no cotidiano da vida; e partilhá-las nas comunidades, entre animadores (as) e agentes pastorais. Elas estão espalhadas ao longo de todo o documento, quais pérolas preciosas, que é preciso saber cuidar e guardar. Elas são portadoras de esperança, de energias novas, de transformação e libertação em todos os níveis. Ao meditar frase por frase é bom se perguntar, pessoalmente e/ ou em grupos: o que está me/ nos dizendo? Quais luzes e recados? Como vivenciá-las na minha/ nossa comunidade eclesial e na sociedade em que vivemos?
A seguir algumas frases do Documento que falam de Missão:

3. MISSÃO em sentido amplo.

1) "Assumimos o compromisso de uma grande missão em todo o Continente" (DA 362).
2) "A missão continental procurará colocar a Igreja em estado permanente de missão" (DA 551).
3) "Hoje, toda a Igreja na América Latina e no Caribe quer colocar-se em estado de missão" (DA 213).
4) "A Igreja necessita de forte comoção que a impeça de se instalar na comodidade" (DA 362).
5) "Esperamos em novo Pentecostes, uma vinda do Espírito que renove nossa alegria e nossa esperança" (DA 362).
6) "A conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária" (DA 370).
7) "Precisamos de uma evangelização muito mais missionária, em diálogo com todos os cristãos e a serviço de todos os homens" (DA 13).
8) "Missão não é tarefa opcional, mas parte integrante da identidade cristã" (DA 144).
9) "A Igreja peregrina é missionária por natureza, porque tem sua origem na missão do Filho e do Espírito Santo, segundo o desígnio do Pai" (DA 347).
10) "A missão é a razão de ser da Igreja, define sua identidade mais profunda" (DA 373).
11) "A missão não se limita a um programa ou projeto, mas é compartilhar a experiência do acontecimento do encontro com Cristo, testemunhá-lo e anunciá-lo de pessoa a pessoa, de comunidade a comunidade e da Igreja a todos os confins do mundo" (DA 145).
12) "A Igreja é chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstâncias latino-americanas e mundiais" (DA 11).
13) "A Igreja deve cumprir sua missão seguindo os passos de Jesus e adotando suas atitudes" (DA 31, cita Mt 9,35-36).

4. PARÓQUIAS em missão

4. PARÓQUIAS em missão1) "As paróquias são células vivas da Igreja... São chamadas a ser casas e escolas de comunhão" (DA 170).
2) "Todas as nossas paróquias se tornem missionárias" (DA 173)
3) "A renovação missionária das paróquias se impõe tanto nas cidades como no mundo rural" (DA 173)
4) "A renovação missionária das paróquias exige de nós imaginação e criatividade para chegar às multidões" (DA 173).
5) "Os melhores esforços das paróquias devem estar na convocação e na formação de leigos missionários" (DA 174)
6) "Todos os membros da comunidade paroquial são responsáveis pela evangelização dos homens e mulheres em cada ambiente" (DA 171).
7) "A renovação das paróquias exige a reformulação de suas estruturas, para que ela seja uma rede de comunidades e grupos, capazes de se articular conseguindo que seus membros se sintam realmente discípulos e missionários de Jesus Cristo em comunhão" (DA 172).
8) "A imensa maioria dos católicos de nosso continente vive sob o flagelo da pobreza... A paróquia tem a maravilhosa ocasião de responder às grandes necessidades de nossos povos. Para isso tem que seguir o caminho de Jesus e chegar a ser a boa samaritana como Ele. Cada paróquia deve chegar a concretizar em sinais solidários seu compromisso social nos diversos meios em que se move, com toda a 'imaginação da caridade'" (DA 176)
9) "A paróquia chegará a ser comunidade de comunidades'" (DA 309, citando Santo Domingo 58).
10) "Uma paróquia, comunidade de discípulos missionários, requer organismos que superem qualquer tipo de burocracia. Os Conselhos Pastorais Paroquiais terão de estar formados por discípulos missionários constantemente preocupados em chegar a todos" (DA 203). 12)
11) "A renovação das paróquias exige a reformulação de suas estruturas, para que ela seja uma rede de comunidades e grupos, capazes de se articular conseguindo que seus membros se sintam realmente discípulos e missionários de Jesus Cristo em comunhão" (DA 172).

5. COMUNIDADES em missão

1) "As CEBs (Comunidades eclesiais de base) têm sido escolas que têm ajudado a formar cristãos comprometidos com sua fé, discípulos e missionários do Senhor". (DA 178).
2) "As CEBs são expressão visível da opção preferencial pelos pobres. São fonte e semente de variados serviços e ministérios a favor da vida na sociedade e na Igreja" (DA 179).
3) "É preciso reanimar os processos de formação de pequenas comunidades no Continente" (DA 310).
4) "A conversão pastoral requer que as comunidades eclesiais sejam comunidades de discípulos missionários ao redor de Jesus Cristo, Mestre e Pastor. Daí nasce a atitude de abertura, diálogo e disponibilidade para promover a co-responsabilidade e participação efetiva de todos os fiéis na vida das comunidades cristãs" (DA 368).
5) "Enraizadas no coração do mundo, as CEBs são espaços privilegiados para a vivência comunitária da fé, mananciais de fraternidade e de solidariedade, alternativa à sociedade atual fundada no egoísmo e na concorrência brutal" (texto aprovado pela assembléia, tirado do documento oficial).
6) "Queremos decididamente reafirmar e dar novo impulso à vida e à missão profética e santificadora das CEBs, no seguimento missionário de Jesus. Elas têm sido uma das grandes manifestações do Espírito na América Latina e no Caribe depois do Vaticano II"(texto aprovado pela assembléia, tirado do documento oficial).
7) "Depois do caminho feito até agora, com avanços e dificuldades, é o momento de uma profunda renovação desta rica experiência eclesial em nosso Continente, para que não percam sua eficácia missionária e sim a melhorem e a aumentem diante das continuas novas exigências da época" (texto aprovado pela assembléia, tirado do documento oficial).

6. TODOS OS CRISTÃOS: discípulos missionários de Jesus Cristo.

1) "Somos missionários para proclamar o Evangelho de Jesus Cristo e, nele, a boa nova da dignidade humana, da vida, da família, do trabalho, da ciência e da solidariedade com a criação" (DA 103).
2) "Todo discípulo de Jesus Cristo é missionário" (DA 144).
3) "Os discípulos por essência são também missionários, em virtude do Batismo e da Confirmação" (DA 377).

7. PRESBÍTEROS E PÁROCOS em Missão

1) "O presbítero, à imagem do Bom Pastor, é chamado a ser homem de misericórdia e compaixão, próximo a seu povo e servidor de todos, particularmente dos que sofrem grandes necessidades" (DA 198).
2) "O povo de Deus sente necessidade de presbíteros – discípulos: que tenham profunda experiência de Deus, configurados com o coração do Bom Pastor; de presbíteros – missionários: movidos pela caridade pastoral que os leve a cuidar do rebanho a eles confiado e a procurar os mais distantes, atentos às necessidades dos mais pobres, comprometidos na defesa dos direitos dos mais fracos, e promotores da cultura da solidariedade". Também de presbíteros cheios de misericórdia"(DA 199).
3) "A renovação da paróquia exige atitudes novas dos párocos e dos sacerdotes que estão a serviço dela" (DA 201)
4) "A primeira exigência é que o pároco seja autêntico discípulo de Jesus Cristo... Mas, ao mesmo tempo, deve ser ardoroso missionário que vive o constante desejo de buscar os afastados e não se contenta com a simples administração" (DA 201).
5) "Os párocos sejam promotores e animadores da diversidade missionária... Requer-se imaginação, exigindo novos serviços e ministérios" (DA 202).

8. BISPOS em missão

1) "Os bispos, junto com todos os fiéis e em virtude do batismo, somos, antes de qualquer coisa, discípulos e membros do Povo de Deus. Queremos seguir a Jesus, Mestre de vida e verdade" (DA 186).
2) "Os bispos têm de ser testemunhas próximas e alegres de Jesus Cristo, Bom Pastor" (DA 187).
3) "Os bispos somos chamados a 'fazer da Igreja uma casa e escola de comunhão'" (DA 188).
4) "A Missão deve impregnar todas a estruturas eclesiais e todos os planos pastorais de dioceses, paróquias, comunidades religiosas, movimentos e de qualquer instituição da Igreja; nenhuma comunidade deve isentar-se de entrar decididamente, com todas as forças, nos processos constantes de renovação missionária e de abandonar as estruturas ultrapassadas que já não favoreçam a transmissão da fé" (DA 365).
5) "A Diocese, em todas as suas comunidades e estruturas, é chamada a ser 'Comunidade Missionária'" (DA 168).

9. Missão a serviço da vida

1) "O discípulo missionário há de ser um homem ou uma mulher que torna visível o amor misericordioso do Pai, especialmente para com os pobres e pecadores" (DA 147).
2) "As condições de vida de muitos abandonados, excluídos e ignorados em sua miséria e dor, contradizem a esse projeto do Pai e desafiam os cristãos a maior compromisso a favor da cultura da vida". O reino de vida que Cristo veio trazer é incompatível com essas situações desumanas"(DA 358).
3) "A misericórdia sempre será necessária, mas não deve contribuir para criar círculos viciosos que sejam funcionais para um sistema econômico iníquo". Requer-se que as obras de misericórdia sejam acompanhadas pela busca de verdadeira justiça social"(DA 385).
4) "Comprometemo-nos a trabalhar para que a nossa Igreja latino-americana e Caribenha continue sendo, com maior afinco, companheira de caminho de nossos irmãos pobres, inclusive até o martírio" (DA 396).
5) "Solicita-se dedicarmos tempo aos pobres, prestar a eles amável atenção, escutá-los com interesse, acompanhá-los nos momentos difíceis, escolhê-los para compartilhar horas, semanas, ou anos de nossa vida e procurando, a partir deles, a transformação de sua situação" (DA 397).
6) "Assumindo com nova força essa opção pelos pobres, manifestamos que todo processo evangelizador envolve a promoção humana e a autêntica libertação, 'sem a qual não é possível uma ordem justa na sociedade'" (DA 399).
7) "Os discípulos e missionários de Cristo devem iluminar com a luz do Evangelho todos os âmbitos da vida social". A opção preferencial pelos pobres, de raiz evangélica, exige atenção pastoral voltada aos construtores da sociedade" (DA 501)
São frases que mexem e sacodem, destinadas a provocar um grande 'vendaval do Espírito', como aconteceu na primeira comunidade cristã de Jerusalém, no dia de Pentecostes (At 2,1-13). Não há mais dúvida: Aparecida convida toda a Igreja do Continente a orientar-se, com decisão e urgência, para a missão. Tudo mesmo: bens, estruturas, recursos, pessoas, pastorais, grupos, comunidades, paróquias, dioceses, movimentos eclesiais, centros de formação, seminários, cursos, institutos de teologia; padres, bispos, leigos, seminaristas, religiosos. É uma tarefa gigantesca e apaixonante.
Todo o povo de Deus é chamado a ser discípulo missionário de Jesus Cristo, cada um no serviço específico que escolheu ou que lhe foi confiado (leigos, padres, bispos, operários, lavradores, empresários...). Discipulado e missão conferem identidade e comunhão na diversidade dos serviços específicos.

10. Missão verdadeira

Com tanta insistência sobre 'missão', o perigo é 'fazer missão' de qualquer jeito, é cair numa missão vaga, genérica, dispersiva, sem objetivos claros e verdadeiros. O documento quer evitar esses perigos e aponta orientações. Vamos ao texto com as seguintes perguntas: Por quais motivos ir à Missão? Quais os conteúdos? Quais os objetivos? Quem vai assumir a Missão?
Os porquês da Missão.
A motivação principal está na comunhão trinitária: "A Igreja peregrina é missionária por natureza, porque tem sua origem na missão do Filho e do Espírito Santo, segundo o desígnio do Pai" (DA 347, citando o documento Ad Gentes, capítulo 2, do Concilio Vaticano 2º). O Deus revelado na Bíblia é Deus-Amor (1Jo 4,8.16), e onde há amor, há missão; portanto, Deus é Missão. Nós participamos da natureza divina (2Pd 1,4), somos filhos e filhas da Trindade Santa; herdamos a missão da Trindade. Um segundo motivo da missão é a situação do mundo, do planeta Terra. O mal está no mundo, destruindo relações de fraternidade e de paz, trazendo divisão e opressão, ferindo e destruindo o Planeta. O Documento faz uma análise detalhada dos males do mundo (DA 43-97). Diante de tudo isso, não podemos ficar indiferentes. Enquanto houver algo errado em qualquer parte do mundo, é a hora da missão. Um terceiro motivo que Aparecida lembra é a vida interna da Igreja: enfraquecimento da vida cristã, escasso acompanhamento aos fiéis leigos em suas tarefas de serviço à sociedade, despreparo da Igreja frente aos desafios da pós-modernidade, migração de católicos para outras Igrejas e grupos religiosos, católicos batizados não suficientemente evangelizados, vítimas de um mundo secularizado, onde a tendência é relativizar valores e fazer o que mais satisfaz no momento (DA 100, 293, 185, 177, 479).
Portanto, a Missão "não é uma tarefa opcional, mas parte integrante da identidade cristã" (DA 144). Ela é uma necessidade, uma urgência permanente: "Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho" (1Cor 9,16).
Os conteúdos e objetivos da Missão.
Nós não os inventamos, nós os herdamos da Missão de Deus, plenamente revelada na vida e na prática de Jesus de Nazaré. Eles estão presentes também nos anseios mais profundos e mais verdadeiros da natureza humana. Devemos saber redescobri-los e atualizá-los. O documento de Aparecida lembra-os com insistência:
a) participar da vida trinitária através do seguimento a Jesus de Nazaré (DA 129, 131).
b) fazer discípulos de Jesus todos os povos (DA 364). Fazer de cada cristão um discípulo missionário (DA 362).
c) proclamar o Evangelho de Jesus Cristo e, n´Ele, a boa nova da dignidade humana, da vida, da família, do trabalho, da ciência e da solidariedade com a criação (DA 103).
d) anunciar o Evangelho do Reino a todas as nações (DA 144).
Isso significa trabalhar pela justiça social (DA 384), pela dignidade humana (DA 387). É fazer decididamente a opção preferencial pelos pobres e excluídos (DA 391). É compromisso pela promoção humana integral (DA 399-405), pela globalização da solidariedade e justiça internacional (DA 406). É promover uma valiosa ação renovadora das paróquias e das dioceses, para que sejam missionárias, e se transformem em uma rede de pequenas comunidades eclesiais (DA 170, 172, 173). Que sejam "comunidades de discípulos missionários ao redor de Jesus Cristo, Mestre e Pastor" (DA 368). O modelo referencial está nas primeiras comunidades cristãs (DA 369).
Os sujeitos da missão.São todos os batizados. De fato, ser batizado é ser cristão e ser cristão significa tornar-se discípulo de Jesus Cristo: "Todo discípulo é missionário" (DA 144). O ser missionário faz parte da natureza do ser cristão: "Discipulado e missão são como as duas faces da mesma moeda" (DA 146). Não dá pra ser discípulo sem ser missionário e vice-versa. O discipulado e a missão são a marca registrada do documento de Aparecida.
Os destinatários da missão.
Todos os povos, desde as pessoas que moram perto até os que vivem nos países mais distantes: "A missão do anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo tem destinação universal" (DA 380). A questão não é só geográfica, a missão "quer atingir todos os campos sócio-culturais, sobretudo os corações" (DA 375). "A renovação missionária das paróquias está exigindo de nós imaginação e criatividade para chegar às multidões que desejam o Evangelho de Jesus Cristo. Particularmente no mundo urbano" (DA 173). Para isso é preciso que haja "discípulos missionários sem fronteiras, dispostos a ir 'à outra margem'" (DA 376). "Somos Igrejas pobres, mas 'devemos dar a partir de nossa pobreza e a partir da alegria de nossa fé"'(DA 379, citando Puebla).

11. Como viabilizar a Missão

Que fazer para que, de verdade, a Missão seja o fio condutor de toda a pastoral latino-americana? Está aí o grande desafio. O documento revela um grande entusiasmo pela missão, será preciso, porém, muita decisão e clareza, mudanças estruturais na vida da Igreja, para que a missão aconteça, de verdade, no meio e a serviço das multidões.
Há experiências significativas em andamento que ajudam a dar passos. Mas é bom lembrar: a missão convida a trilhar caminhos capazes de responder aos grandes anseios da humanidade. Missão não é toque de mágica, não é mercadoria que se compra no supermercado, nem remédio que alguma farmácia vende.
Missão é dom, é graça, é tarefa. Ela necessita de convicções firmes, de motivações audaciosas, que brotam de uma profunda experiência mística com a Trindade Santa. Mística e Missão são inseparáveis. Mística gera liberdade, criatividade, fecundidade, ousadia. É de tudo isso que a Missão precisa para ela acontecer.

12. Missão Continental e Santas Missões Populares (SMP)

A Conferência de Aparecida assumiu “o compromisso de uma grande missão em todo o Continente, que de nós exigirá aprofundar e enriquecer todas as razões e motivações que permitam converter cada cristão em discípulo missionário” (DA 362). Missão Continental não quer dizer proselitismo, e nem concorrência com outras Igrejas e grupos religiosos. É testemunhar hoje a única missão de Jesus de Nazaré.
É bom insistir: o que vale é a Missão de Jesus (DA 143). Ela está em primeiro lugar, o resto é instrumento, serviço. A razão de existir da Igreja é concretizar a missão de Jesus nas situações e desafios de hoje. A Igreja existe em função da missão de Jesus, ela é algo relativo, um relativo necessário, mas sempre relativo. Tudo o que é instrumento deve sempre estar em processo de revisão, de avaliação, de conversão permanente.
A Missão Continental exige fidelidade e criatividade, unidade na diversidade, um amor compassivo e solidário com os pobres do Continente, uma consciência crítica e ativa, uma grande capacidade ao diálogo e ao serviço fraterno. Convida as Igrejas locais a se colocarem em estado de missão permanente. Necessita de instrumentos capazes, de objetivos claros, de metodologia eficaz e envolvente. Deverá fazer crescer entre todos os católicos a espiritualidade do seguimento de Jesus, deverá transformar cada vez mais as dioceses e paróquias latino-americanas em “comunidade de comunidades”, que sejam ministeriais, participativas, solidárias, missionárias, assumidas e conduzidas por missionários leigos (as).
Entre os instrumentos eficazes indicamos as Santas Missões Populares (SMP). Há várias experiências de SMP, sinal positivo de fecundidade pastoral. Aqui sugerimos uma determinada experiência, que nasceu entre leigos e agentes pastorais, 20 anos atrás, no Estado do Pará (Brasil). A experiência foi crescendo, se espalhando e se firmando cada vez mais. Já envolveu dezenas de milhares de missionários (as) leigos (as). Inúmeras comunidades renasceram, tantas outras surgiram. O compromisso em favor da ética, da cidadania, da justiça e da solidariedade ao lado dos mais pobres e excluídos avançou. A espiritualidade do seguimento de Jesus Cristo está mudando a vida de muitas e muitas pessoas.
Nós das SMP ficamos muito alegres com as propostas de Aparecida. Elas vieram confirmar e reforçar uma caminhada missionária de 20 anos. Pelas experiências, cremos que estas SMP, se bem vividas nos seus conteúdos, motivações, objetivos, metodologia e espiritualidade, podem dar uma humilde e preciosa contribuição ao crescimento da missão de Jesus em todo o Continente, razão principal de todo trabalho pastoral. As SMP querem fazer parte deste grande mutirão missionário no Continente.
Terão que ser SMP enraizadas na Missão de Jesus de Nazaré e das primeiras equipes missionárias, como as do apóstolo Paulo. Terão que estar imbuídas de profunda espiritualidade, de forte consciência crítica sobre os desafios do mundo de hoje; de fidelidade e criatividade; de obediência à vontade do Pai e de liberdade frente às estruturas do mundo; de paciência impaciente e de impaciência paciente (Paulo Freire); de ternura e coragem profética; de participação e comunhão.
Terão que ser assumidas por leigos e leigas, reconhecidos como sujeitos eclesiais co-responsáveis, preparados, amados e enviados pela Igreja. Para testemunhar a missão de Jesus de Nazaré em todo o Continente, nas grandes periferias, nos centros urbanos, nas aldeias indígenas, nos povos afro, na beira dos rios, nas florestas, nos povoados das montanhas, nos interiores extensos, nos centros de decisão, nas universidades, a Igreja necessita de um grande número de missionários/ as.
A experiência sugere, na América latina, a presença, dinâmica e urgente, de três milhões de missionários e missionárias, para os próximos cinco anos. Terão que ser missionários (as) possuídos pelo mesmo espírito de Jesus de Nazaré.
Somente sonho? Cremos que não. Trata-se de fazer renascer, continuamente, a esperança concreta de uma sociedade mais justa, mais fraterna, mais humana, sinal visível, ainda que pequeno, da glória do Reino de Deus. Esta é a razão de ser e de existir da Igreja.
Portanto, mãos à obra! Sem esquecer a recomendação de Jesus dirigida aos primeiros discípulos missionários: “Quando vocês tiverem feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos simples servos; fizemos o que devíamos fazer”’ (Lc 17,10).

Fonte: http://www.smpguarapuava.com.br/pag.asp?p=doc_aparecida.htm

LEITURA ORANTE: Mt 5,20-26 - O que permanece é o amor

LEITURA ORANTE: Mt 5,20-26 - O que permanece é o amor: Preparo-me, com todos os que se encontram nesta rede virtual, para a leitura orante da Palavra. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírit...

quarta-feira, 13 de junho de 2012

PRIORIDADES: FUNDAMENTAÇÃO TRINITÁRIA DAS PEQUENAS COMUNIDADES CRISTÃS

1.  O Deus dos cristãos é comunidade. Nosso Deus, em seu mistério trinitário, é uma comunidade, uma família, uma equipe, um grupo. Deus é comunhão, convive e age em grupo eternamente. Deus decide tudo em grupo, em equipe, porque tudo o que a Trindade Santa faz é comum às Três Pessoas Divinas. Deus não vive separado, não é solitário, não é isolado, não é individualista. Deus é “Eu-Tu-Nós”. Esta unidade de Deus, sua vida em comunhão é o fundamento da Igreja, uma vez que Jesus pediu: “Pai, que todos sejam um” (Jo 17, 21).
2. Deus, que é comunhão, criou o homem e a mulher para a comunhão. “Desde o início a pessoa humana é, por natureza, um ser social” (Gaudium et Spes 12). Deus vive em si mesmo um mistério de comunhão pessoal. Ao criar o homem e a mulher, inscreve neles a capacidade de comunhão (Familiaris Consortio 11). Ser imagem e semelhança de Deus é viver em comunidade, em grupo, em comunhão, é refletir na terra a realidade da vida trinitária de Deus no céu: “assim na terra como no céu”.
3.   Aprouve a Deus chamar os homens e mulheres à participação de uma vida e assim constituí-los num só povo, num corpo (Ad Gentes 2). Deus é modelo daquilo que nós devemos ser como Igreja e como sociedade (Catequese Renovada 202). Cada Pessoa Divina, na Trindade, não existe para si, mas para as outras duas, com as outras duas, nas outras duas. O que é próprio das Pessoas Divinas é a comunhão, o dom de si, o relacionar-se. Na Trindade, Deus vive uma vida onde tudo é comum. O viver de Deus é um “ser-em-equipe”, em grupo. Assim deverá ser a Igreja, povo de Deus. Daí a nossa preocupação com a “unidade na diversidade” e o nosso compromisso com uma vida em comunhão, em equipe...
4. A maior glória da Trindade é vivermos em comunhão, em grupo, como ela vive. A existência cristã é uma “existência trinitária”. Formar Grupos de Reflexão é um compromisso trinitário (Catecismo da Igreja Católica 253-256).
5. A Igreja, que brota da Trindade, será uma comunidade de diálogo, de grupo, de união, de participação. Será, portanto, uma Igreja ministerial, ecumênica, solidária, transformadora. Viver em comunhão, em grupo, é a glória de Deus e a salvação da pessoa humana. “Que todos sejam um como nós somos um” (Jo 17, 21). A Trindade é a gramática na qual se lê toda a história da salvação. A Trindade é a gramática da vida em grupo, em comunidade. A glória de Deus está na nossa comunhão, nos Grupos de Reflexão, de oração e de vivência.
6. Quem se isola, não vive a dimensão trinitária da fé, coloca a Trindade no exílio e vive o monoteísmo do Antigo Testamento, não o monoteísmo trinitário do Novo Testamento. Nossos Grupos de Reflexão devem ser o espelho da Trindade, um jeito humano de viver a vida da Trindade, em comunhão e participação.
7. O cristão vive em comunidade sob a ação do Espírito Santo, princípio invisível de unidade e comunhão, como também da unidade e variedade de estados de vida, ministérios e carismas (Puebla 638).
8. Em virtude do Batismo e da Confirmação somos chamados a ser discípulos missionários de Jesus Cristo e entramos na comunhão trinitária na Igreja (Aparecida, 153).
9. A dimensão comunitária é intrínseca ao mistério e à realidade da Igreja que deve refletir a Santíssima Trindade (Aparecida 304). Quanto mais a Igreja reflete, vive e comunica este dom de inaudita unidade, que encontra na comunhão trinitária sua fonte, modelo e destino, parece mais significativo e incisivo seu operar como sujeito de reconciliação e comunhão na vida de nossos povos. Maria Santíssima é a presença materna indispensável e decisiva na gestação de um povo de filhos e irmãos, de discípulos e missionários de seu Filho (Aparecida 524).

terça-feira, 12 de junho de 2012

PRESTAÇÃO DE SERVIÇO: DISTRIBUIÇÃO DE FAVORES NAS ELEIÇÕES

DISTRIBUIÇÃO DE BRINDES PELOS CANDIDATOS E COMITÊS
É sabido que até bem pouco tempo as campanhas eleitorais eram fartas na distribuição de camisetas, bolas, camisas de times de futebol, troféus etc. Contudo, a "Lei das Eleições", alterada pela Lei nº 11.300/2006, incluiu o § 6º, ao art. 39, proibindo essas condutas. 
A Res.-TSE nº 23.370, que dispõe acerca da propaganda eleitoral nas Eleições 2012, traz em seu art. 9º, § 3º, exemplificativamente, alguns itens proibidos de serem distribuídos na campanha. São eles: camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas, ou quaisquer outros bens ou materiais que possam proporcionar vantagem ao eleitor.
Se descumprida a regra, responderá o infrator, conforme o caso, pela prática de captação ilícita de sufrágio, emprego de processo de propaganda vedada e, se for o caso, pelo abuso de poder.

COMPRA DE VOTO
É proibida a compra de voto!
O candidato pode ter seu registro de candidatura cassado.
É o que estabelece a Lei nº 9.504/97, em seu art. 41-a:
Art. 41-a. Ressalvado o disposto no art. 26 e seus incisos, constitui captação de sufrágio, vedada por esta lei, ocandidato doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição, inclusive, sob pena de multa de mil a cinquenta mil ufir, e cassação do registro ou do diploma, observado o procedimento previsto no art. 22 da lei complementar no 64, de 18 de maio de 1990.

PRIORIDADES: FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA DAS PEQUENAS COMUNIDADES CRISTÃS


1) Moisés, no deserto, agrupou o povo em tribos, isto é, em grupos, em comunidades. Assim o tribalismo vem a ser um jeito de superar o egoísmo e o isolamento. As doze tribos representam a unidade. O que fundamenta a tribo é a união, a vida em comum, a partilha. Trata-se da busca do ideal de uma sociedade igualitária, segundo o projeto de Deus. Respeitadas as devidas proporções, nossos grupos e comunidades também procuram inspirar-se nesta experiência do Povo de Deus, quando ensaiam, no cotidiano da vida, o ideal de uma nova sociedade caracterizada por relações fraternas e igualitárias, pela solidariedade, a partilha e corresponsabilidade nas decisões e na entre-ajuda. 
2) Toda a história do povo de Israel está marcada pelo sentido da vivência de comunidade. Nenhuma pessoa se entende como gente fora da vida em comunidade. Cada membro do povo se considera um representante de todo o povo e assume em si mesmo, em seus compromissos de vida, todas as grandezas e fraquezas do povo. 
3) Jesus segue as tradições de seu povo. Viveu 30 anos no grupo familiar de Nazaré, onde crescia em idade, sabedoria e graça. Nesse grupo se deu a inculturação do Filho de Deus. Através do trabalho, da vida em família, da vivência comunitária, da freqüência à sinagoga, da participação na vida de seu povo, Jesus aprendeu a ser humano, foi crescendo em sabedoria, idade e graça diante de Deus e dos seres humanos e preparando-se para a sua missão.
4) Logo no início de sua vida pública, depois de ungido pelo Espírito Santo no seu batismo, Jesus constitui o grupo dos Doze Apóstolos e, através deste grupo, que é a semente da Igreja, dá continuidade à evangelização. Jesus evangeliza através de um grupo (Mc 1,9-20; Mt 10,1-33; Mt 28,16-20, Lc 10). Ao despedir-se deste mundo, Jesus não deixa um livro escrito, nem um sistema organizado de evangelização, mas deixa um grupo de pessoas – os Doze e outros discípulos e discípulas –, com a missão de evangelizar. 
5) Na Parábola da Videira e dos Ramos, Jesus mostra que ninguém faz nada sozinho, isolado. Um ramo separado do tronco seca, morre. Juntos, ligados uns com os outros e no tronco, os ramos produzem muitos frutos: “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,1-8). 
6) Pedro e os Doze, Maria, mãe de Jesus, os parentes de Jesus, seus discípulos e discípulas, estão reunidos quando recebem o Espírito Santo, no dia de Pentecostes, e passam então a anunciar em grupo o Evangelho do Mestre, confirmando assim o jeito de Jesus evangelizar (At 2,14). 
7) Nos Atos dos Apóstolos (2,42-47), temos o relato de um grupo bem formado: “perseveravam na doutrina dos Apóstolos... viviam unidos e tinham tudo em comum... unidos de coração... vendiam seus bens e repartiam entre si... louvavam a Deus e cativaram a simpatia do povo”. 
8) O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, segue a mesma metodologia evangelizadora de Jesus, isto é, forma grupos, cria comunidades, nas quais deixa coordenadores bem formados para animar os grupos. Paulo formou evangelizadores e fundou grupos de evangelização. Tais grupos são conhecidos como “Igreja doméstica”. Paulo usa muito a expressão: “a Igreja que se reúne em tua casa” (1Cor 16,19). 
9) Nos primeiros tempos da Igreja, os encontros se realizavam nas casas, como grupos de oração e reflexão (1Cor 16,19; Rom 16,3-5; Col 4,15; Atos 2,46). As casas são o lugar de reunião, visto que o Templo fechou suas portas a Jesus, aos Doze e a Paulo. A casa de Deus não é mais, para eles, um templo, uma construção, mas é o próprio grupo que se reúne. Este grupo é a Igreja de Deus. A Igreja começou com o relacionamento das famílias entre si. 
10) Este conjunto de grupos reunidos nas casas forma a chamada “Igreja local”, isto é, o conjunto de vários grupos de uma cidade ou região (At 13,1; 1Cor 16,19; 2 Cor 8,1; Ap 1,4; 2,1.8.12.18; 3,1.7.14). A Igreja local (que podemos hoje chamar de rede de comunidades, paróquia ou diocese, conforme o nível a que nos referimos) é sempre um conjunto de grupos. Por sua vez, a comunhão das Igrejas locais forma a Igreja Universal. Portanto, os grupos não são isolados. Estão unidos na mesma e única Igreja de Cristo. A Igreja Universal é o Corpo de Cristo, formado de membros, isto é, de grupos. O Corpo de Cristo, a Igreja, é formada a partir de três dimensões: grupos, Igreja local (CEB’s, paróquia e diocese) e Igreja Universal.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

LEITURA ORANTE: QUARTA-FEIRA Mt 5,17-19 - Amem-se

LEITURA ORANTE: Mt 5,17-19 - Amem-se: Preparo-me para a Leitura Orante, rezando com todos os que navegam pela web: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Espírito Santo ...

LEITURA ORANTE: TERÇA-FEIRA Mt 5,13-16 - Missão de ser luz

LEITURA ORANTE: Mt 5,13-16 - Missão de ser luz: Preparo-me para a Leitura Orante, rezando, com todos os que navegam pela rede da internet: Creio, meu Deus, que estou diante de Ti. Que m...

MEMÓRIA: GENEALOGIA DA COMUNIDADE SANTO ANDRÉ

A Comunidade Santo André desde a sua criação (1971) faz parte da Paróquia Nossa Senhora da Conceição (Catedral), criada em 1935, antes formava a Paróquia São José de Ponta Porã, pertencendo a Diocese de Corumbá. A Diocese de Dourados foi desmembrada da Diocese de Corumbá em 15/06/1957, quando Santo Padre o Papa Pio XII criou ao mesmo tempo as Dioceses de Campo Grande e de Dourados mediante a Bula “INTER GRAVISSIMAS”, cabendo à Diocese de Dourados todo o extremo sul do Estado com uma área de 68.300 km².
* A Diocese de Corumbá que, foi criada em 10/03/1910 pela Bula “Novas constituere” do Papa Pio X, sendo desmembrada da Diocese de Cuiabá. 
* Diocese de Cuiabá, que por sua vez foi criada em 15/07/1826 pela Bula “Sollicita Catholici gregis cura” do Papa Leão XII, desmembrada da então Diocese de São Sebastião do RJ. 
* Diocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, erigida em 16/11/1676, pela Bula “Romani Pontificis pastoralis sollicitudo” do Papa Inocêncio XI, que antes era atendida pela Diocese de São Salvador da Bahia. 
* Diocese de São Salvador da Bahia, criada a 25/02/1551 pela Bula “Super specula militantis Ecclesiae” do Papa Júlio III. A primeira diocese do Brasil, por desmembramento de Funchal(Portugal), foi criada em Salvador(BA), capital da colônia. 
* A Diocese do Funchal foi criada originalmente em 12 de Janeiro de 1514, através da bula “Pro excellenti præeminentia” do papa Leão X, seguindo-se à elevação da vila do Funchal ao estatuto de cidade por Manuel I de Portugal (alvará régio de 21 de Agosto de 1508), ficando a recém-criada diocese na dependência da arquidiocese de Lisboa. 

* Diocese de Lisboa: No fim do domínio romano, Olisipo seria um dos primeiros núcleos a acolher o cristianismo. O primeiro bispo da cidade foi São Gens (+/- ano 300). Sofreu invasões bárbaras dos Alanos, Vândalos e depois fez parte do Reino dos Suevos antes de ser tomada pelos Visigodos de Toledo que a chamaram de Ulishbona. 
O Patriarcado foi erecto inicialmente como Diocese no século IV. Em 10 de novembro de 1394 a Diocese de Lisboa foi elevada à condição de Arquidiocese.
Lisboa foi então tomada no ano 719 pelos Mouros provenientes do norte de África. Em árabe chamavam-lhe al-Lixbûnâ. Construiu-se neste período a cerca moura. Só mais de 400 anos depois os cristãos a reconquistariam graças ao primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques e ao seu exército de cruzados, em 1147. O primeiro rei português concedeu-lhe foral em 1179. A cidade tornou-se capital do Reino em 1255 devido à sua localização estratégica. A seguir à reconquista, foi instituída a diocese de Lisboa que, no século XIV, seria elevada a metrópole (Arquidiocese).