Histórico

A Paróquia Santo André, foi desmembrada da Paróquia Nossa Senhora Imaculada Conceição, fundada em 20 de junho de 1971, tem como padroeiro o Apóstolo André, santo que a Igreja celebra sua memória no dia 30 de novembro, data de seu martírio. No dia 30 de novembro de 2014, Dom Redovino Rizzardo elevou à qualidade de paróquia, nomeando o primeiro pároco, o Padre Otair Nicoletti. A equipe de Coordenação do Conselho Comunitário de Pastoral - CCP está formada pelas seguintes pessoas: Coordenação: Laudelino Vieira, Paulo Crippa; Assuntos Econômicos: José Zanetti, Valter Claudino; Secretaria: Marcus Henrique e Naiara Andrade.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

NOTÍCIAS: GRUPO LOGUS COMPLETA 18 ANOS

“Aclamem a Deus, nossa força. Acompanhem, toquem os pandeiros, a harpa melodiosa e a cítara” (Sl 81,2-4). “Organizem cantores, instrumentistas e cantem para Ele ao som de instrumentos…” (cf 1Cr 15-16).
Na próxima segunda-feira, 04 de junho, o grupo de Canto Logus, completa 18 anos à serviço da comunidade Santo André, da paróquia e em muitas ocasiões a serviço da Igreja de Dourados.
A idealizadora deste projeto foi a Lus Marina, com ajuda de sua mãe Helena, foi convidando crianças e adolescentes na maioria oriundos da catequese com objetivo de animar as celebrações aos domingos de manhã, através da música, do teatro cristão e da coreografia. O nome escolhido para denominar o grupo foi Logus*. No início o grupo contava com 70 crianças e adolescentes, destas apenas a Nataly continua no grupo. Outra pessoa que persevera deste 1994, é o Ataide, com seu violão, sua voz contribui juntamente com as demais pessoas do grupo na evangelização através da música.
Desde a sua fundação o grupo tem mantido o mesmo espírito, zelo e audácia na missão de levar a palavra de Deus cantada. Atualmente o grupo é formado, na maioria, por pessoas jovens, com objetivo de sempre ajudar a assembleia celebrar o mistério da fé em Jesus Cristo, filho de Deus.
O Ministério de Música tem a função de ajudar o povo a cantar, envolvendo toda a assembléia. Não se trata de coral para se apresentar, mas um grupo que sustenta o canto e leva o povo a participar. Além disso, é essencial que o próprio grupo participe da celebração, rezando, ouvindo com atenção as leituras.
Sem música a liturgia é um corpo sem alma. O canto anima (dá alma), cria o clima, ajuda a rezar, interioriza, evangeliza. O povo demonstra sua fé e alegria, seu amor e gratidão a Deus por meio do canto. Os hebreus e os cristãos e quase todos os povos e culturas sempre usaram a música e a dança, como elementos essenciais em seus ritos. Através do canto, revelam a alegria da festa, a unidade de coração, o compromisso com a vida. O canto expressa emoção e luta, penitência e louvor.
A finalidade do canto não é apenas a de tornar a celebração mais leve, gostosa, movimentada, mas ajudar a celebrar bem. A Igreja ensina-nos, que não podemos contentar-nos em cantar na liturgia, mas devemos cantar a liturgia (Doc. 79, n° 27). O canto litúrgico não é uma apresentação, mas uma oração

* Logus vem de Logos é uma palavra grega, com diversos significados: palavra, discurso, matéria, razão, motivo, o falar, etc. O significado, portanto, depende muito do contexto em que o vocábulo é usado. O correspondente, em hebraico, é dabar.
Na Bíblia o livro que, por excelência, exalta essa termo grego é o Evangelho de João. Para o evangelista, Jesus é a Palavra personificada. O seu Evangelho proclama que a Palavra (logos) divina tomou forma humana numa pessoa histórica, isto é, em Jesus. 
Cito alguns exemplos do uso do vocábulo na Bíblia, em negrito nos textos:
Mateus 5,37 - Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna.
Lucas 4,36 - E veio espanto sobre todos, e falavam uns com os outros, dizendo: Que palavra é esta, que até aos espíritos imundos manda com autoridade e poder, e eles saem?
Lucas 8,11 - Esta é, pois, a parábola: A semente é a palavra de Deus;
João 1,1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
João 6,60 - Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir?
João 21,23 - Divulgou-se, pois, entre os irmãos este dito, que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não lhe disse que não morreria, mas: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti?
Atos dos Apóstolos 6,5 - E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia;
Atos dos Apóstolos 19,20 - Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia.
O pensador grego Heráclito de Eféso no século VI a.C. foi o primeiro pensador a utilizar a palavra Logus. Em sua filosofia, Logus significa a unidade suprema para onde, todos os seres convergem. Ele a tudo rege e governa.

LEITURA ORANTE: SEGUNDA-FEIRA MARCOS 10,17-30


Preparo-me para a Leitura, rezando ao Espírito, com todos os que navegam na internet:
Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém
Espírito Santo que procede do Pai e do Filho, tu estás em nós, falas em nós, rezas em nós, ages em nós.
Te pedimos: ajuda-nos a fazer espaço à tua Palavra, à tua oração, para que possamos conhecer o mistério da vontade de Deus na história.
Acende em nós aquele mesmo fogo que ardia no coração de Jesus, quando ele falava do reino de Deus.
Somente tu, Espírito Santo, podes acendê-lo e a ti, portanto, apresentamos a nossa fragilidade, a nossa pobreza, o nosso coração apagado, para que tu o reacendas com o calor da santidade da vida, do amor fraterno e da potência do Reino. Amém.

1. Leitura (Verdade) 
O que diz o texto do dia? 
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mc 10,17-30, que narra a conversa de Jesus com um homem rico.
Quando Jesus estava saindo de viagem, um homem veio correndo, ajoelhou-se na frente dele e perguntou: 
- Bom Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna? 
Jesus respondeu: 
- Por que você me chama de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. Você conhece os mandamentos: "Não mate, não cometa adultério, não roube, não dê falso testemunho contra ninguém, não tire nada dos outros, respeite o seu pai e a sua mãe." 
- Mestre, desde criança eu tenho obedecido a todos esses mandamentos! - respondeu o homem. 
Jesus olhou para ele com amor e disse: 
- Falta mais uma coisa para você fazer: vá, venda tudo o que tem e dê o dinheiro aos pobres e assim você terá riquezas no céu. Depois venha e me siga. 
Quando o homem ouviu isso, fechou a cara; e, porque era muito rico, foi embora triste. Jesus então olhou para os seus discípulos, que estavam em volta dele, e disse: 
- Como é difícil os ricos entrarem no Reino de Deus! 
Quando ouviram isso, os discípulos ficaram espantados, mas Jesus continuou: 
- Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! É mais difícil um rico entrar no Reino de Deus do que um camelo passar pelo fundo de uma agulha. 
Quando ouviram isso, os discípulos ficaram espantadíssimos e perguntavam uns aos outros: 
- Então, quem é que pode se salvar? 
Jesus olhou para eles e disse: 
- Para os seres humanos isso não é possível; mas, para Deus, é. Pois, para Deus, tudo é possível.Marcos apresenta no seu relato, um homem entusiasta e decidido que veio correndo e ajoelha-se diante dele. E saúda Jesus com o belo título de Mestre. De início, Jesus o corrige, dizendo-lhe que só Deus é bom. Depois, é carinhoso: “Jesus olhou para ele com amor”. E diz que lhe falta, além de cumprir os mandamentos, renunciar à riqueza para seguir Jesus. Se não renunciar à riqueza, o coração fica dividido. O moço cumpriu todos os mandamentos, menos o primeiro: amar a Deus sobre todas as coisas. Ouvindo a proposta de Jesus, o rapaz “fechou a cara; e, porque era muito rico, foi embora triste”.

2. Meditação (Caminho) 
O que o texto diz para mim?
Os que decidem por seguir Jesus Cristo encontram-se diante desta opção.
Quero seguir Jesus Cristo e para isto necessito optar, me comprometer por segui-lo, sabendo que nele está toda minha riqueza. Os bispos, em Aparecida, disseram:
“No exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos essa vida nova (cf. Jo 5,40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3,12-14). Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação.” (DAp 351)

3.Oração (Vida)
O que o texto diz para mim?
O que o texto me leva a dizer a Deus? Rezo a Oração do Amor: 
Senhor,
Fazei-me um instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre,
Fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado,
Pois é dando que recebe,
É perdoando que se é perdoado,
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

4. Contemplação (Vida e Missão) 
Qual meu novo olhar a partir da Palavra? 
Hoje, vou olhar as pessoas com olhar de fraternidade e renovar meu compromisso de vida com o Senhor.
Bênção BíblicaO Senhor o abençoe e guarde! 
O Senhor lhe mostre seu rosto brilhante e tenha piedade de você! 
O Senhor lhe mostre seu rosto e lhe conceda a paz!’ (Nm 6,24-27).

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domingo, 27 de maio de 2012

NOTÍCIAS: COROAÇÃO DA IMAGEM DE NOSSA SENHORA

Na solenidade de Pentecostes, na manhã do dia 28 de maio, na igreja Santo André, encerrando o mê de maio, no final das celebração presidida pelo Padre Leão, um grupo de crianças, com a coordenação do grupo Logus realizou a coroação da imagem de Nossa Senhora. 
Para o devoto, coroar Nossa Senhora é demonstrar que a reconhece como rainha. Rainha de um reino que não é o desse mundo, mas, sim, o reino sonhado por Deus para seus filhos e filhas. Na história da vida humana de Jesus, Maria tem o papel fundamental. Seu "sim" sela a encarnação do Filho de Deus como homem e com sua aceitação ela demonstra que é possível uma pessoa fazer de sua vida uma constante escuta da vontade de Deus.
Maria se torna rainha: por ser o exemplo capaz de mostrar a cada um de nós que é possível chegar ao reino que Deus nos prepara. Basta dizer que sim, que em minha vida seja feita a vontade do Senhor.













NOTÍCIAS: ANIMADORAS DE PEQUENAS COMUNIDADES CRISTÃS REALIZAM ENCONTRO

Na tarde do sábado, 27 de maio, animadoras(es) de Pequenas Comunidades Cristãs, estiveram no Centro de Formação Santo André, participando de mais uma reunião de estudo, avaliação e planejamento das atividades dos grupos de círculos bíblicos, grupos de reflexão. Estava presente do pároco Pe. Rubens, com o tema de estudo foi os Profetas no Antigo Testamento. Outros assuntos foram abordados como:avaliação da última missa nos setores Nossa Senhora da Graças e Mãe Peregrina; Encontro para Lideranças da Paróquia sobre o Concílio Vaticano II, que acontecerá nos dias 29 de junho (19h às 22h) e 30 de junho (14 às 19h), assessorado pelo Arcebispo emérito de Campo Grande Dom Vitório Pavanelo, o local será no Centro Pastoral da Paróquia; Missas nos setores Sagrada Família e Rainha da Paz; outro assunto abordado foi relacionado a sacramentos, quaisquer dúvidas que surgirem procurar o sacerdote às quartas-feiras quando estão atendendo na comunidade  das 8h às 11h e 14h às 16h.


sábado, 26 de maio de 2012

LEITURA ORANTE: SÁBADO 21,20-25

JOÃO 21,20-25 - QUEM AMA, APROXIMA AS PESSOAS DE JESUS
Preparo-me, com todos os internautas, para a Leitura Orante, recordando o que disse Bento XVI: “A oração é o caminho silencioso que nos conduz diretamente ao coração de Deus; é o respiro da alma que nos doa paz nas tempestades da vida”. Assim invoco o Espírito:
Espírito de verdade, a ti consagro a mente e meus pensamentos: ilumina-me.
Que eu conheça Jesus Mestre e compreenda o seu Evangelho.

1. Leitura (Verdade)
Que diz o texto do dia? 
Leio atentamente o texto: Jo 21,20-25, e observo pessoas, palavras, relações.
Então Pedro virou para trás e viu que o discípulo que Jesus amava vinha atrás dele. Este era o mesmo que estava ao lado de Jesus durante o jantar da Páscoa e que havia chegado para mais perto dele e perguntado: "Senhor, quem é o traidor?" Quando Pedro viu aquele discípulo, perguntou a Jesus:
- O que diz, Senhor, a respeito deste aqui? 
Jesus respondeu:
- Se eu quiser que ele viva até que eu volte, o que é que você tem com isso? Venha comigo! 
Então se espalhou entre os seguidores de Jesus a notícia de que aquele discípulo não ia morrer. Mas Jesus não disse isso. Ele apenas disse: "Se eu quiser que ele viva até que eu volte, o que é que você tem com isso?" 
Este é o discípulo que falou destas coisas e as escreveu. E nós sabemos que o que ele disse é verdade. Ainda há muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem escritas, uma por uma, acho que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos.Neste texto que é o final do Evangelho de João, é recordado o discípulo amado – João – como modelo dos seguidores de Jesus. O discípulo amado é aquele que também ama e, por amar, conduz as pessoas a Jesus.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Posso me comparar a João? Amo a Jesus e levo outras pessoas por este mesmo caminho?
Disseram os bispos em Aparecida: "O Espírito Santo, que o Pai nos presenteia, identificanos com Jesus-Caminho, abrindo-nos a seu mistério de salvação para que sejamos filhos seus e irmãos uns dos outros; identifica-nos com Jesus-Verdade, ensinando-nos a renunciar a nossas mentiras e ambições pessoais; e nos identifica com Jesus-Vida, permitindo-nos abraçar seu plano de amor e nos entregar para que outros “tenham vida nEle”.(DAp 137. )

3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus? 
Rezo, espontaneamente, e concluo com a Oração da Unidade: 
Pai Nosso que estais nos céus.... e ao Espírito Santo:
Ao Espírito Santo ( pedindo-lhe os dons)
Ó Espírito Santo, 
por intercessão da Rainha de Pentecostes, 
cura a minha mente da irreflexão, ignorância, carências, 
dureza, prejuízos, erros, perversões, 
e concebe em mim a Sabedoria de Jesus- Verdade em tudo. 
Cura a minha sensibilidade da indiferença, desconfiança 
e más inclinações, paixões, sentimentos, afetos, 
e concebe os gostos, sentimentos, inclinações de Jesus-Vida, em tudo.
Cura a minha vontade da inércia, superficialidade, 
inconstância, inveja, obstinação, maus costumes, 
e concebe Jesus Cristo-Caminho em mim.
Eleva divinamente em mim: a inteligência com o dom do Intelecto, 
a sabedoria com o dom da Sabedoria, 
a ciência com o a Ciência, 
a prudência com o Conselho,
a justiça com a Piedade, 
e Fortaleza com o dom da Força Espiritual, 
a temperança com Temor de Deus.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra? 
Meu novo olhar é aquele sugerido pelos Bispos da América Latina: “O compromisso missionário de toda a comunidade. Ela sai ao encontro dos afastados, interessa-se por sua situação, a fim de reencantá-los com a Igreja e convidá-los a novamente se envolverem com ela.” (DAp 226,d).
Bênção Que Deus todo poderoso repouse sobre teus ombros e proteja todos os teus passos. 
Que o Filho de Maria habite em teu coração e que o Espírito Santo se derrame sobre ti.

Ir. Patricia Silva, fsp


sexta-feira, 25 de maio de 2012

CANTINHO DA CRIANÇA: TEATRO DE PENTECOSTES

Personagens: Catequista, Léo, Juquinha e os demais catequisandos.

Catequista: Bom dia crianças! Eu estou aqui pra contar pra vocês sobre o que nós celebramos hoje, e para isso eu vou contar com a colaboração de dois amiguinhos: o Juquinha e o Léo.
Juquinha: Oi crianças, eu ouvi a senhora falar que hoje nós celebramos um dia muito especial e eu sei que dia é esse...
Léo: Ah, sabe, sabe nada, você só fala besteira...
Juquinha: Eu sei sim, hoje é o dia dos namorados...
Catequista: É verdade, mas não era disso que eu estava falando não... Eu estava falando de algo muito especial, muito melhor que o dia dos namorados, e que hoje a igreja do mundo inteiro celebra: Pentecostes!
Léo: Pentecostes? Já sei: Pente, lembra penta é 5 vezes costes...eu só não sei o que é costes...
Catequista: Nada disso...
Juquinha: Há, há, há, você vive rindo de mim quando eu erro, agora é a minha vez...ha, há, há...
Catequista: Ah, você esta rindo? Então diga: o que é Pentecostes?
Juquinha: Pentecostes? Ora quem não sabe? Pentecostes?
Catequista: Sim, diga...
Juquinha: Pentecostes...essa é fácil, pergunta outra...
Catequista: Já vi que não sabe nada... Pois bem...então eu vou dizer pra vocês e pras crianças: Pentecostes é o dia em que celebramos a vinda do Espírito Santo de Deus sobre nós...sobre toda a terra...
Léo: Eu me lembro... Agora eu já sei... Foi quando Jesus foi para o céu ele enviou o Espírito Santo sobre nós...
Catequista: Muito bem, Léo, é isso mesmo...
Léo: Entendeu Juquinha?
Juquinha: É claro que sim. Tá me chamando de burro?
Léo: Eu não, que eu acho o burro um bichinho muito inteligente...
Catequista: Ninguém tem a obrigação de saber tudo... É por isso que a gente vem à missa, pra saber da vida de Jesus...
Léo: Eu sei um monte de coisa da vida de Jesus... Jesus viveu na terra há muitos anos atrás...
Juquinha: deve ser mesmo, que eu nunca o vi por ai...
Léo: Isso já tem uns dois mil anos... Ele viveu uma vida comum, trabalhado de carpinteiro, ajudando a mãe dele, Maria, e o pai dele, José...aí quando ele completou 30 anos ele saiu de casa...
Juquinha: Ele casou?
Léo: Que casou o que. Jesus nunca se casou...
Juquinha: Fez muito bem...
Léo: Ele saiu pelo mundo pregando a palavra de Deus, mas primeiro ele escolheu os doze apóstolos pra ajudá-lo nesta missão...
Juquinha: Missão? Então era uma missa maior que essa aqui?
Léo: Nada disso, a missão dele, ou seja, o que ele tinha que fazer era falar pra todo mundo a boa nova...
Juquinha: e qual era a novidade?
Leo: A novidade era a seguinte: agora com a vinda dele, o Cristo, as pessoas tinham que amar uns aos outros, quem levasse uma bofetada, tinha que dar a outra face, quem tinha duas túnicas tinha que dar uma pra quem precisava...
Juquinha: Ou tempo difícil este, ainda bem que já passou...
Leo: Passou nada, tudo o que Jesus disse serve pra gente até hoje... Nós aqui também devemos perdoar, amar, dividir, ajudar, ser amigo, ser bom...
Juquinha: Ah, então o pessoal deve ter gostado muito de Jesus, ele só falava coisas boas...
Leo: Gostou nada... Até mataram ele pregado na cruz...
Juquinha: Pregado numa cruz. coitadinho...
Leo: Mas depois de 3 dias ele ressuscitou.
Juquinha: Ele viveu de novo?
Leo: Viveu... Ficou 40 dias andando sobre a terra e depois foi de vez pro céu...
Juquinha: Então Jesus era um fantasma, que andava por aí...
Léo: Claro que não, ele tinha corpo... Mas era um corpo glorioso, lindo, sem machucado nem nada... então um dia, depois de 50 dias que havia ressuscitado, ele foi aonde os apóstolos estavam trancados por que tinham medo que acontecesse algo de mal com eles também.
Juquinha: Eles devem ter tomado um susto...
Léo: Que nada, eles se alegraram e aí Jesus soprou sobre eles o Espírito Santo...
Juquinha: E pra quê?
Léo: Ele soprou e disse: agora vocês vão sair por aí pregando o evangelho, perdoando os pecados e batizando em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo...
Catequista: Que lindo Léo, gostei de ver... Você entendeu direitinho... Parabéns... Nós chamamos este dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo de Deus veio sobre a terra...
Juquinha: Eu sei por que Jesus fez isso?
Léo: Ah é? E por quê?
Juquinha: porque Jesus quando era uma pessoa ele andou por muitos lugares na terra, mas não conseguiu estar em todo lugar, mas o espírito santo de Deus pode estar em todos os lugares, ao mesmo tempo, por todos estes anos, porque ele não morre, não envelhece...
Catequista: é isso aí Juquinha, você também esta de parabéns! E você sabia que quando o espírito santo vem sobre nós ninguém consegue ficar parado, por isso depois os apóstolos saíram pelo mundo pregando a palavra de Deus...
Fim

VÍDEO: JOÃO PAULO II UM PAPA HUMANO



ARTIGOS: PENTECOSTES

"Todos ficaram repletos do Espírito Santo" (At 2,4).

Para entendermos bem o verdadeiro sentido do que foi e é a experiência de Pentecostes ("descida" da Espírito Santo sobre as comunidades) é bom partirmos da nossa realidade e focalizando o mapa do Brasil. Faz bem recordar a diversidade, complexidade e os contrastes, presente no nosso país. Por exemplo, o Brasil tem 8.511.965 Km2; extensão territorial de um continente; 27 estados, quase 5.500 municípios; Diversidade de culturas regionais; um caldeirão de igrejas e religiões "pra todos os gostos"; salário mínimo de R$ 622,00; Salário máximo beirando "as nuvens"; campeão em desigualdade social e distribuição de renda; 1% dos brasileiros possuem 48% da terra do Brasil; Poucos com terra (e riqueza) demais, enquanto a maioria sobrevive sem terra e na miséria; etc, etc. É bom levar no coração e na memória esta realidade brasileira para extrair o sentido em si de Pentecostes e acolher a mensagem que Deus quer nos comunicar através dos primeiros cristãos e cristãs.
Na festa de Pentecostes o Movimento de Jesus, depois da ressurreição, realiza o seu primeiro grande testemunho público em Jerusalém nos anos 30 a 32. Ali nasce a primeira comunidade cristã, sob a inspiração do Espírito Santo. Pentecostes é a primeira memorável aparição da comunidade cristã primitiva. Memorável, não somente porque recebiam a “promessa do Pai” (At 1,4) e o batismo no Espírito, mas era o momento de confrontar com todo o Israel reunido para a grande festa de Pentecostes. Aparecer publicamente empunhando pela primeira vez a bandeira do projeto de Jesus, executado a apenas 50 dias era um desafio enorme. 
Pentecostes marca o antes e o depois dessa comunidade. Antes, pessoas tremendo de medo, com esperança por um fio, dispersas e desunidas. Depois, pessoas corajosas, cheias de esperança, re-unidas, organizadas e articuladas. Os discípulos e as discípulas de Jesus caminharam com o mestre, unidos, da Galiléia a Jerusalém; A execução de Jesus foi "uma tragédia" que dispersou e "desuniu" o grupo, mas com a experiência da Ressurreição, pouco-a-pouco, o grupo foi se re-unindo, elaborando aquele trauma um Espírito novo e animador foi gradativamente contagiando o Movimento de Jesus.
Uma primeira questão a ser respondida é: Teve um único Pentecostes nas comunidades cristãs? Ou foram vários? No livro de Atos fala-se de vários Pentecostes: a) O do Movimento de Jesus, em Jerusalém (At 2,1-13); b) Outro Pentecostes em At 4,31; c) Em At 8,17 relata o Pentecostes dos Samaritanos. d) Em At 10,44-45 Lucas relata o Pentecostes dos pagãos. Estes recebem o Espírito ao ouvir a Palavra do apóstolo Pedro, antes de serem batizados; O Espírito sempre vai na frente; permeia toda a realidade, está em tudo, inunda e contagia tudo e todos; e) Na missão de Paulo o Espírito "desce" outras vezes sobre o povo. As pessoas movidas pelo Espírito começam a falar em línguas e a profetizar (19,4-6). 
Em diversas ocasiões Lucas relata o Espírito descendo sobre as comunidades para que se cumpra o desejo de Deus (e de Moisés): "Tomara que todo o povo de Javé fosse profeta e recebesse o Espírito de Javé!" (Nm 11,29).
1. Hoje também acontece Pentecostes. Na sua comunidade houve algum Pentecostes? Quando? Como? Por que você o chama de Pentecostes?
2. Vamos ler o texto: At 2,1-41. O texto inicia com a descrição de um fato (At 2,1-13). Em seguida, traz o resumo de um discurso que interpreta a mensagem do fato (At 2,14-36). Ele termina com a descrição de outro fato, no qual aparece o resultado da aceitação da mensagem na vida do povo (At 2,37-41).
3. No texto, onde Deus se manifesta? Como? A quem? Para quê? Qual a novidade nesta manifestação?
4. Qual a mensagem principal do símbolo das línguas de fogo? E do vento? Como esta mensagem pode ajudar-nos hoje a perceber a ação de Deus na vida e na história das nossas comunidades, em particular nas comunidades?
Pentecostes é uma festa onde mulheres e homens re-unidos agradeciam a Deus pelos frutos da terra, onde se lia o livro de Rute para confirmar o amor de Deus aos povos, onde se acolhia gente de todos os lugares. É numa festa destas que acontece a prometida dádiva do Espírito Santo (At 2,1-13). O lugar do Pentecostes é o coração dos primeiros cristãos. Coração entendido como razão e sentimentos integrados. 
Outra questão que merecer ser bem respondida é: Quem estava re-unido? Por dezenas de séculos foi colocado na cabeça do povo que o Espírito tinha descido sobre os 12 e Maria, a mãe de Jesus. Infelizmente esta foi uma interpretação reducionista que visava enfatizar a presença do Espírito Santo "quase" que só nos bispos, os "sucessores dos Apóstolos". Mas vamos tirar toda e qualquer mordaça da Bíblia e deixar que ela nos fale. Rastreando o primeiro capítulo de Atos concluímos que estavam re-unidos: “Os 11 e os demais: Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago, e as outras que estavam com elas” (Lc 24,10); Cléofas e sua esposa(1) (“os discípulos” de Emaús – Lc 24,13); “algumas mulheres, Maria, a mãe de Jesus, e seus irmãos” (Lc At 1,14); “Galileus” (At 1,11). É esse grupo, citado acima, especificado como "cerca de 120” (cf. At 1,15-26), que participa da Ascensão, do Pentecostes e que escolhe Matias, o substituto de Judas Iscariotes.

Pentecostes: um novo coração
Terminara os cinqüenta dias entre a Páscoa e Pentecostes. Jerusalém estava repleta de peregrinos. Todos teriam trazido as primeiras colheitas para serem ofertadas no Templo. A peregrinação até Jerusalém teria sido linda. Imagine grupos de pessoas caminhando juntos com cestos de uva, trigo, azeitonas, trigo, mel, etc. Sendo acolhidos em Jerusalém ao som de harpa, flauta e recitação de Salmos. Todos carregavam dentro de si o desejo de agradecer a Deus pelas primeiras colheitas e comemorar o “dom da Torá”, da Lei dada ao povo no monte Sinai tantos séculos atrás. Comemorar o recebimento da Torá era o mesmo que afirmar: no dia de sua revelação eu também estava lá. O ontem se torna hoje. 
Lucas descreve o acontecido em Pentecostes tendo na memória a narrativa do Sinai. Era preciso demonstrar que um novo Sinai estava acontecendo para legitimar a ação da comunidade de Jerusalém. Jesus teria dito para voltar a Jerusalém e lá eles receberiam o Espírito Santo. Pentecostes passa a ser o batismo da comunidade cristã, o qual lhe confirma na missão de ir para o mundo e evangelizar. No texto como temos em nossas Bíblias encontramos dois relatos unidos: um mais antigo (At 2,1-4.12-13) e um mais desenvolvido redacionalmente (At 2,5-11). O objetivo do primeiro relato é chamar a atenção para o fato carismático e apocalíptico de Pentecostes. At 1,1-4.12-13 coloca Pentecostes como um "falar em outras línguas", o que pode se referir Glossolalia ("falar em línguas") ou a Xenolalia (= falar em línguas estrangeiras). Já o segundo relato (At 1,5-11) é mais profético e missionário; aqui a beleza de Pentecostes está em que "cada um fala a sua própria língua" (por três vezes se repete esta expressão; cf. At 2,6.8.11) e todos entendiam. Quer dizer, a pedra de toque de Pentecostes é a comunicação que se cria entre pessoas e grupos diferentes, aonde cada um mantém sua própria "língua-cultura". O diferente é acolhido para enriquecimento; o outro não é visto como uma ameaça. A unidade se faz na pluralidade, na diversidade. 
Em Pentecostes Pedro fez um discurso para três mil pessoas que se aglomeram ao redor da casa onde estavam os "120" discípulos e discípulas. Não podemos afirmar que seja uma cifra exata. A comunidade de Atos quer com isso afirmar que a comunidade dos convertidos era tamanha que se podia chamá-la de massa. A multidão reunida provinha de 12 povos e 3 regiões. Basicamente estavam em Jerusalém três grupos: 1) Nativos do oriente (partos, medos e elamitas); 2) Habitantes do leste (Mesopotâmia), norte (Ásia), sul (Líbia) e os da Judéia, Capadócia, Ponto, Frígia, Panfília e Egito; 3) Estrangeiros (romanos judeus e prosélitos, cretenses – povo marítimo – e árabes – povos do deserto). Eloqüente é o fato que Lucas não menciona o território das Igrejas paulinas (Síria, Macedônia e Grécia). Curiosamente Roma é a última; realmente Roma, o coração do Império Romano, era "os confins do mundo" para os cristãos.
Os fariseus, saduceus, essênios e ... contavam o dia de Pentecostes de modo diferente. Debate que durou séculos. Segundo os Rolos do Templo, da gruta 11, os judeus de Qumrã celebravam 3 pentecostes: Festa das Semanas do Novo Trigo (50 dias após a Páscoa); do Novo Vinho (50 dias após a festa do Novo Trigo) e do Novo Óleo (50 dias após a Festa do Novo Vinho). Isto é, depois da Páscoa, de 50 em 50 dias tinha uma festa de Pentecostes por três vezes. Sendo uma das Festas a do Novo Vinho, podemos entender melhor a zombaria de At 2,13: “Eles estão bêbados” (cf. At 2,15). Lucas pode ter conhecido múltiplos Pentecostes entre os contemporâneos Judeus e fez alusão ao Pentecostes do Novo Vinho, quando fala mais propriamente do Pentecostes do Novo Trigo.
Lucas é o único a narrar sobre pentecostes no NT. Paulo era ciente do dom do Espírito Santo (cf. Gal 3,2), mas ele não fala de Pentecostes. O quarto evangelho fala do recebimento do Espírito Santo no dia do túmulo vazio (cf. Jo 20,22), mas não fala de Pentecostes.

(1) Cruzando as informações de Lc 24,13-35 com Jo 19,25-26 constatamos que "os discípulos de Emaús" se tratavam, na realidade, do casal Cléofas e sua esposa Maria. Está aqui mais uma vez as mulheres ajudando os homens a experimentar a Ressurreição de Jesus e em seus próprios corpos.

Frei Gilvander Luís Moreira, O.Carm

BÍBLIA: AS QUATRO COLUNAS DA COMUNIDADE CRISTÃ

Como deve ser uma comunidade para que seja sinal da vida nova trazida por Jesus? O Novo Testamento traz vários modelos. Nos Atos dos Apóstolos Lucas propõe um modelo de quatro ou pontos ou básicos quando diz: Eles perseveravam no ensinamento dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações (At 2,42). Eis as quatro colunas:

1ª Coluna: O ensinamento dos apóstolos: o novo quadro de referências
O ensinamento dos apóstolos é a nova interpretação da vida e da Bíblia a partir da experiência da ressurreição. Os primeiros cristãos tiveram a coragem de romper com o ensina­mento dos escribas, os doutores da época, e seguiam agora o testemunho dos apóstolos que eram considerados pessoas sem instrução (At 4,13). Eles consideravam a palavra dos apóstolos como palavra de Deus (1Tes 2,13). Ampliaram o conceito de Palavra de Deus!
A autoridade dos apóstolos não vinha da tradição ou da raça, nem do poder ou da força, nem de algum curso ou diploma, mas sim dos sinais realizados na comunidade (At 2,43; 4,33; 5,12.15-16), e das "ordens" dadas por Jesus ressuscitado: a Madalena, aos doze apóstolos, aos 120 discípulos, às mulheres, à multidão no Monte das Oliveiras (Mt 28,18-20; Mc 16,15; Lc 24,44-49; Jo 20,23; 21,17). No exercício desta autoridade, os apóstolos eram questionados pela comunidade (Gl 2,11-14; At 11,3) e deviam prestar conta (At 11,4-18).

2ª Coluna: A comunhão: o novo ideal da vida comunitária.
A comunhão indica a atitude de quem não se considera dono do que possui, mas tem a coragem de partilhá-lo com os outros (Rm 15,26; 2 Cor 9,13; Fm 6 e 17). Os primeiros cristãos colocavam tudo em comum a ponto de não haver mais necessitados entre eles (At 2,44-45; 4,32.34-35). Assim, cumpriam a Lei de Deus que diz: "Entre vocês não pode haver pobre!" (Dt 15,4).
O ideal da comunhão era chegar a uma partilha não só dos bens, mas também dos sentimentos e da experiência de vida, a ponto de todos se tornarem um só coração e uma só alma (At 4,32; 1,14; 2,46), a uma convivência sem segredos (Jo 15,15) que supera as barreiras provenientes de religião, classe, sexo e raça (cf Gl 3,28; Cl 3,11; 1 Cor 12,13).

3ª Coluna: A fração do pão: a nova fonte da vida comunitária.
A expressão fração do pão vem das refeições judaicas, onde o pai partilhava o pão com os filhos e com aqueles que não tinham o que comer. Para os primeiros cristãos a expressão lembrava as muitas vezes que Jesus tinha partilhado o pão com os discípulos e com os pobres (Jo 6,11). Lembrava o gesto que abriu os olhos dos discípulos para a presença viva de Jesus (Lc 24,30-35); o gesto do "amor até o fim" (Jo 13,1), a eucaristia, "a comunhão com o sangue e o corpo de Cristo" (1Cor 10,16), a Páscoa do Senhor (1Cor 11, 23-27), a memória da sua morte e ressurreição (1Cor 11,26) que garante a vida aos que se doam pelos outros.
A fração do pão era feita não na majestade do templo, mas sim nas casas (At 2,46; 20,7), o lugar da liturgia "em Espírito e Verdade" (Jo 4,23). Muitas vezes, porém, a realidade ficava abaixo do ideal. Paulo critica os abusos que ocorriam na comunidade de Corinto durante a Ceia do Senhor (1Cor 11,18-22.29-34).

4ª Coluna: As orações: o novo ambiente da vida comunitária.
Através da Oração, os cristãos permaneciam unidos entre si e a Deus (At 5,12b), e se fortaleciam na hora das perseguições (At 4,23-31). Faziam como Jesus que, pela oração, enfrentava a tentação (Mc 14,32). Quando perseguidos, eles rezavam os salmos e reliam o Antigo Testamento, provocando um novo Pentecostes (At 4,27-31). Os apóstolos tinham uma dupla tarefa: "permanecer assíduos à Oração e ao ministério da Palavra” (At 6,4). A Bíblia (a Palavra) era não só luz, mas também fonte de força.
Apesar de seguirem uma doutrina diferente da tradicional, os cristãos não rompiam com os costumes da piedade do povo, mas continuavam freqüentando o Templo (At 2,46). Eles eram conhecidos como o grupo que se reunia no pórtico de Salomão (At 5,12). Tinham a simpatia do povo (At 2,47).
Uma comunidade, cuja vida é marcada por estas quatro colunas, torna-se necessariamente missionária. Torna-se uma "cidade situada no alto da montanha" (Mt 5,14). Sua luz é visível em toda a região. Ela começa a irradiar a Boa Nova. Quanto mais fiel, tanto maior a irradiação! De fato, eles tinham a simpatia do povo (At 2,47; 4,33; 5,13), e os sinais e prodígios realizados pelos Apóstolos atraíam o povo e faziam crescer a comunidade (At 2,43.47; 4,33; 5,14-16). Realmente, a melhor maneira de evangelizar é viver em comunidade. Até hoje é assim! Nada melhor que viver em Comunidade Eclesial de Base!

Frei Carlos Mesters


quinta-feira, 24 de maio de 2012

LEITURA ORANTE: SEXTA-FEIRA JOÃO 21,15-19

Estamos na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, de 20 a 27 de maio 2012 
Tema: Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo. (cf 1 Cor 15, 51-58).
Começamos nossa oração rezando pela unidade, com uma das Orações da Semana da Unidade: 
Deus Pai, Santo e eterno,
nós te agradecemos por chamar cada um de nós pelo nome.
Em ti vivemos, agimos e crescemos.
Rezamos pelas Igrejas e pelos cristãos do mundo inteiro.
Faze que vivamos sempre mais na fé
e no amor até chegarmos à unidade que tu desejas.


1. Leitura (Verdade)

O que a Palavra diz? 
Faço a leitura lenta e atenta, na Bíblia, do texto da Palavra do dia: Jo 21,15-19.
Quando eles acabaram de comer, Jesus perguntou a Simão Pedro: 
- Simão, filho de João, você me ama mais do que estes outros me amam? 
- Sim, o senhor sabe que eu o amo, Senhor! - respondeu ele. 
Então Jesus lhe disse: 
- Tome conta das minhas ovelhas! 
E perguntou pela segunda vez: 
- Simão, filho de João, você me ama? 
Pedro respondeu: 
- Sim, o senhor sabe que eu o amo, Senhor! 
E Jesus lhe disse outra vez: 
- Tome conta das minhas ovelhas! 
E perguntou pela terceira vez: 
- Simão, filho de João, você me ama? 
Então Pedro ficou triste por Jesus ter perguntado três vezes: "Você me ama?" E respondeu: 
- O senhor sabe tudo e sabe que eu o amo, Senhor! 
E Jesus ordenou: 
- Tome conta das minhas ovelhas. Quando você era moço, você se aprontava e ia para onde queria. Mas afirmo a você que isto é verdade: quando for velho, você estenderá as mãos, alguém vai amarrá-las e o levará para onde você não vai querer ir. 
Ao dizer isso, Jesus estava dando a entender de que modo Pedro ia morrer e assim fazer com que Deus fosse louvado. 
Então Jesus disse a Pedro: 
- Venha comigo!
É a terceira vez que Jesus ressuscitado aparece aos discípulos. O diálogo com Pedro desperta várias reações: de reconciliação, depois que havia negado o Mestre por três vezes; de missão: “Tome conta das minhas ovelhas”. Pedro recebe esta missão especial na comunidade que sempre será o “rebanho” de Jesus.

2. Meditação (Caminho) 
O que a Palavra diz para mim? 
Sob a luz da verdade – Jesus está vivo! – e confia a Igreja aos apóstolos na pessoa de Pedro. Em que consiste “tomar conta do rebanho”? Os bispos, em Aparecida, falaram de “tarefas prioritárias” dos discípulos e missionários de Jesus: “O fato de ser discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nossos povos, n'Ele, tenham vida leva-nos a assumir evangelicamente e a partir da perspectiva do Reino as tarefas prioritárias que contribuem para a dignificação do ser humano e a trabalhar junto com os demais cidadãos e instituições para o bem do ser humano. O amor de misericórdia para com todos os que vêem vulnerada sua vida em qualquer de suas dimensões, como bem nos mostra o Senhor em todos seus gestos de misericórdia, requer que socorramos as necessidades urgentes, ao mesmo tempo que colaboremos com outros organismos ou instituições para organizar estruturas mais justas nos âmbitos nacionais e internacionais. É urgente criar estruturas que consolidem uma ordem social, econômica e política na qual não haja iniquidade e onde haja possibilidade para todos. Igualmente, requerem-se novas estruturas que promovam uma autêntica convivência humana, que impeçam a prepotência de alguns e que facilitem o diálogo construtivo para os necessários consensos sociais." .(DAp 384).

3. Oração (Vida)
O que a Palavra me leva a dizer a Deus? 
Meu coração já está em sintonia com todas as Igrejas cristãs que celebram a Semana de Oração pela Unidade. Faço com todos, a oração:
Senhor, reúne-nos todos em Cristo. Faze de nós tua morada.
Difunde sobre nós o teu Espírito para que nos aproximemos sempre mais de Jesus Cristo
e possamos dar testemunho da nossa vida e da nossa unidade nele.
Fortalece nossa ação em favor da paz e da reconciliação na Igreja e na sociedade.
Nós oramos por aqueles que não têm abrigo, refugiados,
que não têm alimento, não têm trabalho, não têm medicamentos, não têm paz.
Que possamos reconhecer e servir Cristo através daqueles que sofrem e passam necessidade.
Reúne-nos todos em Cristo. Faze de nós tua morada.
Ó Deus, com a fecundidade do teu Espírito animaste a vida e a missão dos primeiros discípulos e discípulas de Jesus. Ilumina com o mesmo Espírito os nossos corações, e acende neles o fogo do teu amor, para que sejamos testemunhas da tua Ressurreição. Pedimos isso em nome de Jesus, nosso Senhor. Amém!

4. Contemplação (Vida/Missão)
Passarei o dia com o olhar com fé voltado para a Igreja. Perceberei a ação de Jesus Ressuscitado em cada momento de meu dia.
Bênção

Que Deus todo poderoso repouse sobre teus ombros 
e proteja todos os teus passos.
Que o Filho de Maria habite em teu coração
e que o Espírito Santo se derrame sobre ti.
Amém.